O que aconteceu.
Uma reportagem do Meio & Mensagem, publicada em 16 de outubro, apresenta resultados do Culture Next 2026, estudo do Spotify sobre cultura jovem e hábitos de consumo de conteúdo. O levantamento destaca música, podcasts, games, atividade física e comunidades como interesses ligados à expressão de identidade.
A análise foi produzida pela própria plataforma e tem aplicação em mídia e marketing. Para a Alma, ela oferece perguntas úteis sobre como conversar com públicos jovens, considerando suas referências e contextos. Seus resultados não devem ser tratados como uma descrição de todas as pessoas de uma geração.
Pra entender o contexto.
Segundo a reportagem, o estudo analisa 4,2 milhões de músicas e 680.879 episódios de podcasts e organiza os hábitos em três faixas: 14 a 18 anos, 19 a 23 anos e 24 a 29 anos. Esses números se referem aos conteúdos analisados, não ao total de participantes de uma pesquisa de opinião.
75% de crescimento
O relatório também destaca os fandoms, comunidades organizadas em torno de interesses e referências culturais, e a circulação entre experiências digitais e presenciais. Na apresentação brasileira do Culture Next, o Spotify reúne tendências sobre games e fitness, podcasts em áudio e vídeo e vínculos com conteúdos e artistas.
Na leitura da Alma, a aplicação à comunicação profissional pode começar pela escuta: quais temas fazem sentido para quem acompanha seu trabalho e que formatos ajudam a explicá-los? Uma mesma pauta pode ganhar áudio, vídeo ou texto conforme seu objetivo. A tendência de uma plataforma não obriga a psicóloga a adotar todos os formatos nem garante que um deles será mais adequado ao seu público.
O que ainda não se sabe.
A reportagem não detalha todos os procedimentos de coleta, os participantes de cada pergunta ou a representatividade dos recortes apresentados. Dados de consumo de uma plataforma não permitem generalizar os resultados para toda a juventude brasileira, inclusive para quem não usa o serviço.
O levantamento não demonstra que participar de um fandom produza determinado efeito sobre a saúde mental, nem testa como jovens escolhem uma psicóloga. Consumo, conexão com criadores e preferência por formatos não comprovam eficácia de uma intervenção ou qualidade de um atendimento.