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Spotify destaca interesses e comunidades na construção de identidade da Geração Z

Relatório Culture Next analisa hábitos de consumo na plataforma e abre uma conversa sobre pertencimento, referências culturais e formatos de conteúdo na comunicação das psicólogas.

Fonte original Meio & Mensagem · Giovana Oréfice ↗
No site da Alma Curadoria e resumo by Alma
Curadoria Alma 4 min de leitura
01O que aconteceu

O que aconteceu.

Uma reportagem do Meio & Mensagem, publicada em 16 de outubro, apresenta resultados do Culture Next 2026, estudo do Spotify sobre cultura jovem e hábitos de consumo de conteúdo. O levantamento destaca música, podcasts, games, atividade física e comunidades como interesses ligados à expressão de identidade.

A análise foi produzida pela própria plataforma e tem aplicação em mídia e marketing. Para a Alma, ela oferece perguntas úteis sobre como conversar com públicos jovens, considerando suas referências e contextos. Seus resultados não devem ser tratados como uma descrição de todas as pessoas de uma geração.

02Contexto

Pra entender o contexto.

Segundo a reportagem, o estudo analisa 4,2 milhões de músicas e 680.879 episódios de podcasts e organiza os hábitos em três faixas: 14 a 18 anos, 19 a 23 anos e 24 a 29 anos. Esses números se referem aos conteúdos analisados, não ao total de participantes de uma pesquisa de opinião.

Spotify · dado interno citado na reportagem

75% de crescimento

Entre janeiro de 2025 e junho de 2026, o Spotify registrou crescimento de 75% da participação do vídeo nos streams de podcasts entre usuários mais jovens, conforme os dados internos citados pela reportagem. O indicador descreve a evolução do formato nesse consumo; não informa que 75% dos jovens preferem vídeo.

O relatório também destaca os fandoms, comunidades organizadas em torno de interesses e referências culturais, e a circulação entre experiências digitais e presenciais. Na apresentação brasileira do Culture Next, o Spotify reúne tendências sobre games e fitness, podcasts em áudio e vídeo e vínculos com conteúdos e artistas.

Na leitura da Alma, a aplicação à comunicação profissional pode começar pela escuta: quais temas fazem sentido para quem acompanha seu trabalho e que formatos ajudam a explicá-los? Uma mesma pauta pode ganhar áudio, vídeo ou texto conforme seu objetivo. A tendência de uma plataforma não obriga a psicóloga a adotar todos os formatos nem garante que um deles será mais adequado ao seu público.

03O que ainda não se sabe

O que ainda não se sabe.

  • A reportagem não detalha todos os procedimentos de coleta, os participantes de cada pergunta ou a representatividade dos recortes apresentados. Dados de consumo de uma plataforma não permitem generalizar os resultados para toda a juventude brasileira, inclusive para quem não usa o serviço.

  • O levantamento não demonstra que participar de um fandom produza determinado efeito sobre a saúde mental, nem testa como jovens escolhem uma psicóloga. Consumo, conexão com criadores e preferência por formatos não comprovam eficácia de uma intervenção ou qualidade de um atendimento.

Na prática, by Alma

O que isso muda na vida real.

Pra você, psi

Para a psicóloga que se posiciona no digital

Use a pauta para observar o público real com quem você conversa, em vez de presumir preferências pela idade. Vale perguntar sobre temas de interesse, testar formas acessíveis de explicar um assunto e avaliar se a mensagem ficou clara. Referências culturais podem abrir conversas, desde que tenham relação com o conteúdo e com seu jeito de comunicar. Não é necessário reproduzir gírias ou tendências para parecer próxima.

Pra quem você atende

Para quem procura atendimento

Interesses culturais podem fazer parte da maneira como você se apresenta e se conecta com outras pessoas, mas não resumem sua história. Na busca por atendimento, identificar-se com um tema ou formato pode despertar interesse em conhecer o trabalho de uma profissional. Também é importante ter acesso a informações claras sobre sua formação e sobre como o serviço funciona.

Ideias de conteúdo

Como falar disso nas redes.

Pautas prontas pra adaptar ao seu jeito e aos seus valores. Copia a ideia, não a notícia, tá?

Carrossel

Interesses que conectam: o que uma comunidade pode significar?

Crie um carrossel sobre os diferentes sentidos que uma comunidade pode ter: troca, diversão, referências compartilhadas e expressão de interesses. Use perguntas abertas e exemplos culturais gerais. Evite presumir que toda pessoa jovem participe de fandoms ou interpretar preferências como sinais de um transtorno.

Reels

Áudio, vídeo ou texto: como você prefere acompanhar um tema?

Grave um Reels explicando brevemente um tema e convide a audiência a dizer se prefere acompanhá-lo em texto, áudio ou vídeo. Use as respostas para planejar conteúdos educativos, sem coletar relatos clínicos. O dado do Spotify pode contextualizar a conversa, mas a escolha do formato deve considerar seu público e as possibilidades da profissional.

Cuidado principal

Informe que os dados vêm de um estudo do Spotify voltado ao consumo de conteúdo. Preserve os recortes de idade, país e período ao citar números; crescimento da participação de um formato não equivale à proporção de pessoas que o preferem. Evite estereótipos geracionais, diagnósticos a partir de gostos culturais e promessas de conexão, engajamento ou resultados clínicos.

Veredito by Alma

Vale entrar nessa conversa?

Vale entrar

Vale entrar, como conversa sobre pertencimento, referências culturais e clareza na comunicação. A pauta pode inspirar perguntas e experiências de formato, com atenção à diversidade dos públicos jovens. Mantenha a distinção entre o que o relatório apresenta e as adaptações que você escolhe fazer no próprio conteúdo.

Fonte

Meio & Mensagem · Giovana Oréfice

Publicado na fonte em 16/10/2026 · 6h02

Apresentação do estudo: Spotify Advertising · Culture Next 2026 ↗. Resumo editorial e leitura prática by Alma.

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