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Proibição das bets não encerra a necessidade de cuidado com o transtorno do jogo

Reportagem destaca que perda de controle, endividamento e sofrimento emocional exigem acompanhamento que vai além da interrupção do acesso às plataformas.

Fonte original Interior da Bahia ↗
No site da Alma Curadoria e resumo by Alma
Curadoria Alma 4 min de leitura
01O que aconteceu

O que aconteceu.

Uma reportagem publicada pelo Interior da Bahia em 12 de outubro chama a atenção para os problemas relacionados às apostas que permanecem mesmo após mudanças no funcionamento das plataformas.

O texto aborda a Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro de 2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A proibição não alcança as demais modalidades lotéricas autorizadas por lei.

Nesse contexto, o psiquiatra Rodrigo Lancelote, do CEJAM, destaca que restringir o acesso ao jogo não elimina automaticamente os prejuízos financeiros, familiares e emocionais de quem já desenvolveu um padrão problemático.

02Contexto

Pra entender o contexto.

O transtorno do jogo envolve um padrão persistente de perda de controle, continuidade das apostas apesar dos prejuízos e comprometimento significativo da vida. O diagnóstico depende de avaliação profissional.

A reportagem descreve situações em que a tentativa de recuperar o dinheiro perdido leva a novas apostas, ampliando os prejuízos. O jogo também pode ocupar progressivamente o espaço de relações, atividades e projetos pessoais.

Na avaliação do especialista entrevistado, algumas pessoas utilizam as apostas como tentativa de lidar com sofrimento emocional. Por isso, o cuidado precisa considerar a história de vida, as condições de saúde mental, o contexto social e a rede de apoio.

Mulheres, adolescentes e jovens também aparecem na discussão. O tema merece atenção sem ficar restrito ao estereótipo de um único perfil de apostador.

03O que ainda não se sabe

O que ainda não se sabe.

  • A reportagem não apresenta dados que permitam avaliar os efeitos da proibição sobre a procura por tratamento, a ocorrência de recaídas ou a migração para ofertas ilegais.

  • Também não demonstra que todas as pessoas percorrem as mesmas etapas de envolvimento com o jogo. A trajetória e as necessidades de cuidado precisam ser compreendidas individualmente.

Na prática, by Alma

O que isso muda na vida real.

Pra você, psi

Para quem atende

Vale investigar como as apostas entram na rotina, quais prejuízos estão presentes e que função esse comportamento assume na vida da pessoa. A escuta precisa acolher vergonha, conflitos e sofrimento, avaliar riscos e articular o cuidado com outros profissionais e serviços quando necessário. Interromper o acesso pode integrar a proteção, mas o acompanhamento também precisa considerar os danos já existentes.

Pra quem você atende

Para quem é atendido

Buscar ajuda não exige esperar uma situação extrema. Dificuldades para controlar as apostas, sofrimento e prejuízos nas relações ou nas finanças já merecem atenção. Uma UBS pode oferecer acolhimento e orientação, e os CAPS integram a rede de cuidado em saúde mental do SUS.

Ideias de conteúdo

Como falar disso nas redes.

Pautas prontas pra adaptar ao seu jeito e aos seus valores. Copia a ideia, não a notícia, tá?

Carrossel

As apostas pararam. O sofrimento também?

Explique que dívidas, conflitos e sofrimento emocional podem continuar após a interrupção do jogo. Apresente a importância do acompanhamento e da reconstrução da rede de apoio.

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Quando apostar começa a ocupar a vida

Fale sobre perda de controle e interferências na rotina como sinais que merecem avaliação. Evite transformar o conteúdo em um teste de autodiagnóstico.

Cuidado principal

Não culpabilize a pessoa nem reduza a mudança a “ter força de vontade”. Evite explicações simplistas sobre dopamina, promessas de cura e generalizações de que toda pessoa que aposta tem um transtorno. Oriente sobre caminhos de cuidado sem expor pacientes ou divulgar plataformas.

Fonte

Interior da Bahia

Publicado na fonte em 12/10/2026

Apoio à checagem: Medida Provisória nº 1.394/2026 e Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, do Ministério da Saúde.

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