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‘Chorei querendo comer’: o impacto emocional da perda de apetite pelas canetas emagrecedoras

Relatos revelam como a ausência do prazer na alimentação afeta a socialização e gera sofrimento em pacientes que utilizam os medicamentos.

Fonte original UOL / VivaBem · Kethilyn Mieza ↗
No site da Alma Curadoria e resumo by Alma
Curadoria Alma 4 min de leitura
01O que aconteceu

O que aconteceu.

Uma reportagem publicada pelo UOL VivaBem em 3 de outubro trouxe à tona os impactos emocionais e sociais da perda do prazer de comer durante o uso de canetas emagrecedoras. Os relatos mostram que, para algumas pessoas, a mudança no apetite interfere nos encontros com amigos e familiares e pode vir acompanhada de vazio e desconforto. São experiências individuais, que não representam necessariamente todas as pessoas em tratamento.

02Contexto

Pra entender o contexto.

A reportagem descreve a redução do chamado “ruído alimentar”, o pensamento constante sobre comida, e da recompensa associada à alimentação. Mas a mudança pode alcançar algo que vai além da fome: o lugar que as refeições ocupam na rotina, nos vínculos e na experiência de prazer.

A jornalista Fernanda Ornellas, de 30 anos, relatou que diminuiu as saídas com amigos por não conseguir comer ou beber como antes. Sentindo-se mal e precisando dar explicações, passou a evitar situações sociais até decidir interromper a medicação por conta própria, na segunda caneta. A matéria também reúne relatos das redes sociais sobre a falta do prazer que a comida trazia.

Além da balança

Comer também é afeto.

Alimentação envolve pertencimento, cultura e convivência. Quando essa experiência muda, o impacto emocional também merece espaço na conversa sobre o tratamento.

A endocrinologista Ully Caroline Fernandes, entrevistada na reportagem, destaca que a comida tem uma dimensão afetiva e social: vai além de nutrir o corpo e participa de encontros, celebrações e memórias.

Segundo a médica, reações adversas não significam necessariamente abandonar a medicação. O acompanhamento permite avaliar ajustes de dose e formas de manejar os efeitos. A orientação é conversar com o profissional responsável, sem alterar ou interromper o tratamento por conta própria.

03O que ainda não se sabe

O que ainda não se sabe.

  • A reportagem reúne experiências individuais, mas não apresenta um levantamento sobre quantas pessoas interrompem o tratamento por esse sofrimento emocional ou social.

  • Também não informa um prazo para o retorno do apetite e do prazer alimentar após a suspensão da medicação. Não é possível estabelecer uma regra geral a partir dos relatos.

Na prática, by Alma

O que isso muda na vida real.

Pra você, psi

Para quem atende

O consultório pode ser um espaço para acolher a perda de um prazer que ocupava um lugar importante na rotina da paciente. A escuta pode investigar mudanças nos vínculos, na socialização e na percepção de si durante o tratamento, sem presumir que toda pessoa vivencie essa experiência como luto. O impacto emocional merece atenção junto aos objetivos de saúde, em diálogo com o acompanhamento médico.

Pra quem você atende

Para quem é atendido

Sentir falta do prazer de comer ou perceber mudanças na convivência não é “frescura”. Alimentação também envolve afeto, cultura e pertencimento. Compartilhar essas mudanças com a psicóloga e com o médico ajuda a incluir o bem-estar emocional na estratégia de cuidado, sem precisar sofrer em silêncio ou interromper o tratamento sozinha.

Ideias de conteúdo

Como falar disso nas redes.

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O luto pelo prazer de comer

Mostre como a alimentação pode ocupar um lugar de afeto e convivência. Explore como perder um prazer habitual pode trazer estranhamento ou solidão para algumas pessoas, abrindo espaço para falar de aspectos do tratamento que a balança não mede. Use “luto” como uma possibilidade de experiência, sem transformar os relatos em diagnóstico.

Carrossel

A balança desceu, mas e as suas relações?

Use a reportagem como ponto de partida para refletir sobre encontros, refeições em família e mudanças na forma de socializar durante o tratamento. Convide a audiência a observar sua própria experiência e conversar com os profissionais que a acompanham, sem sugerir que emagrecer implica necessariamente perder vínculos.

Cuidado principal

Evite discursos anticiência, críticas generalizadas à medicação ou à endocrinologia. A proposta é valorizar o suporte psicológico e o acompanhamento emocional durante o tratamento, sem demonizar a escolha terapêutica, expor pacientes ou recomendar mudanças de dose e suspensão. Relatos individuais não permitem afirmar que esse efeito ocorrerá com todas as pessoas.

Fonte

UOL / VivaBem · reportagem de Kethilyn Mieza

Publicado na fonte em 03/10/2026 · 05h30. Resumo editorial e leitura prática by Alma.

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