O que aconteceu.
Para o Dia das Crianças, a Vivo apresentou uma campanha que convida as famílias a refletirem sobre a conexão fora das telas. No filme, uma menina conta à mãe uma história inventada a partir de um desenho, enquanto o celular fica em outro cômodo. A proposta destaca a presença dos adultos nas interações com os filhos e o valor de viver aquele momento juntos.
Por que está repercutindo.
A leitura da Alma: o convite chama a atenção por vir de uma empresa que vende conectividade. Ao falar de presença fora das telas, a marca se aproxima de uma questão cotidiana das famílias: como conciliar tecnologia, convivência e rotinas exaustivas.
Na reportagem, a Vivo relaciona a escolha de deixar o celular longe da cena à tecnoferência, a interferência da tecnologia nas interações entre as pessoas. O olhar se amplia: além do tempo de tela das crianças, entra na conversa a disponibilidade dos adultos durante os encontros em família.
Presença também se constrói.
Isso abre um caminho editorial para a psicóloga: acolher as dificuldades da parentalidade e discutir escolhas possíveis, sem transformar uma cena publicitária idealizada em uma cobrança sobre todas as famílias.
Por que isso importa pra você.
Quando uma marca leva o comportamento digital para a publicidade, o assunto ganha um gancho acessível para conversar com as famílias. Para a psicóloga que atua com infância ou parentalidade, é uma oportunidade de falar sobre brincadeira, vínculos, regulação emocional e hábitos digitais de um jeito próximo à realidade do público.
A contribuição da profissional está em aprofundar a reflexão: considerar idade, contexto, rede de apoio e cansaço dos cuidadores. A campanha pode abrir a conversa; a orientação psicológica precisa se apoiar em conhecimento técnico, e não usar a publicidade como evidência científica.