O que aconteceu.
Nos dias 3 e 4 de setembro de 2026, a Rede de Periódicos de Psicologia (PePsic) reuniu pesquisadores na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), em Brasília, para discutir o uso de inteligência artificial no contexto editorial científico. O encontro abordou caminhos para ampliar a produtividade acadêmica preservando a ética e a integridade da ciência. O CFP publicou a notícia sobre o seminário em 2 de outubro.
Pra entender o contexto.
A conselheira Miriam Alves destacou a necessidade de usar IA com responsabilidade e transparência. Os pesquisadores discutiram erros, falta de rastreabilidade e o risco de homogeneização dos textos, incluindo a retirada de referências a autores não hegemônicos.
Na segurança da informação, os palestrantes alertaram para o envio de dados confidenciais a plataformas proprietárias. Como alternativa para pesquisas com dados sensíveis, foi sugerida a execução local de modelos com ferramentas como o Ollama. Turnitin, ChatGPT e NotebookLM também foram citados para tarefas específicas, mantendo a revisão humana.
Revisão humana indispensável.
Um cuidado na leitura prática: Ollama é uma ferramenta para executar modelos, e pode oferecer recursos locais e em nuvem. Para manter o processamento no computador, é preciso confirmar qual modo está em uso e quais integrações estão habilitadas. “Local” não significa, por si só, segurança integral.
Indicações para tradução, organização de fontes ou análise de similaridade não equivalem a autorização para enviar material clínico confidencial a esses serviços. A escolha exige avaliação da finalidade, dos dados utilizados e das condições de proteção.
O que ainda não se sabe.
A notícia relata um debate editorial científico e não anuncia uma nova resolução sobre uso clínico de IA. As recomendações do encontro não devem ser apresentadas como uma proibição normativa criada pelo CFP.
O texto não apresenta uma auditoria comparativa dos serviços nem detalha todos os contratos, configurações e controles de proteção. Não permite afirmar que qualquer plataforma seja integralmente segura ou que todas ofereçam as mesmas condições.
A aplicação dessas discussões ao consultório exige considerar as orientações profissionais para a prática psicológica, além das regras editoriais e institucionais de pesquisa.