O que aconteceu.
Nesta semana, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) se reuniram para debater a precarização do trabalho e discutir a criação de mecanismos que garantam uma remuneração decente para as psicólogas que atuam por meio de convênios de saúde e plataformas digitais de terapia.
Pra entender o contexto.
A mobilização do CFP responde às queixas da categoria sobre os baixos valores repassados por sessão por planos de saúde e algumas plataformas de intermediação.
R$ 40 a R$ 80
O diálogo com a ANS busca estabelecer diretrizes que coíbam práticas abusivas pelos modelos de negócio em massa, reforçando que a qualidade do atendimento psicológico depende da valorização financeira e das condições dignas de trabalho da profissional.
Além dessa aproximação com a agência reguladora, o CFP também tem apoiado frentes legislativas que propõem regras e pisos para atendimentos mediados por tecnologia.
O que ainda não se sabe.
Ainda não está claro quais serão os instrumentos normativos específicos que a ANS poderá adotar para forçar operadoras e empresas de tecnologia a ajustarem seus repasses.
Também falta definir se haverá algum tipo de limitação regulatória para as comissões cobradas por marketplaces de terapia, que frequentemente operam em zonas cinzentas da legislação de saúde.